Experimentando o PlayStation VR

Recentemente tive a oportunidade de testar o PlayStation VR. Como já havia tido a oportunidade de utilizar o Oculus Rift e o Microsoft Hololens, a expectativa era normal, a grande novidade seria poder finalmente ver um jogo AAA desenvolvido para uma destas plataformas: Resident Evil 7.

Primeiro comecei com as demonstrações, experimentando uma em que era um mergulhador, explorando o fundo do mar em uma gaiola para descobrir algo. Em meio à peixes, arraias e caranguejos, minha gaiola segue descendo mar adentro enquanto minha superior fala algumas instruções. É uma demonstração para contemplação, não há possibilidade alguma de interação com o mundo, e apesar de já ter vivenciado experiências com o Rift o vislumbre com a riqueza visual do mar é inevitável, a sensação de profundidade, iluminação… Nunca mergulhei, e talvez justamente por isso a simulação pareça tão real. Apesar do título da demonstração dar ênfase ao encontro com o Tubarão, que ocorre na parte final, mais ao fundo, este é um dos momentos de menor imersão, não pelo visual, mas pelo comportamento e movimentação do animal que soam pouco plausíveis em certos momentos.

Experimentei outra demonstração, em que era alguém (criminoso/policial) em Londres, mas me interessou tão pouco que não me lembro, único ponto diferente foi a possibilidade de interagir com alguns objetos e ver figuras humanas, mas que não tinham um impacto de imersão tão grande por serem caricatos. Desisti desta demo na segunda cena.

Resident Evil

Passadas as demonstrações, foi o momento de testar o prato principal, RE7. O enredo inicialmente não apresenta nada novo em comparação a videografia do terror, sua companheira desaparecida há 3 anos e você destemidamente resolve investigar por conta própria (avisar a polícia para quê?). Ao descer do carro, caminhamos em uma propriedade no interior. Os controles para caminhar são intuitivos, porém é preciso acostumar o cérebro ao fato de você estar “andando” ainda que com o corpo parado, então no começo é natural um mal estar.

Logo de cara o portão principal está trancado e precisamos procurar um caminho alternativo, pegando uma estradinha de terra. O cenário é muito bonito, a vegetação disposta de maneira muito natural, a água com um aspecto bem realista, é claro, fui testar se tinha algum reflexo do meu personagem, mas não (creio que tecnicamente talvez seria difícil termos um corpo, por isso só temos antebraços e mãos).

O jogo segue com alguns clichês, como a aparição de um homem em meio ao mato que depois não está mais lá quando alcançamos o lugar onde ele estava, portas que se trancam sozinhas ao adentrar uma cabana misteriosa, animais mortos, sujeira, sangue, etc. Mas não importa que tudo isso seja clichê, pois seria clichê em um filme ou em um jogo convencional, em um game a ser jogado com um óculos de realidade virtual tudo soa como fresco, como a mais recente novidade. A recomendação é de jogar com intervalos regulares, mas a vontade é de avançar sem interrupções neste mundo e descobrir os segredos que essa tal casa funesta esconde, já que esta é a única opção disponível, pois se o jogo já permitisse atitudes diferentes o melhor seria sair e ir embora o mais rápido possível.

Quanto ao fato de ser um Resident Evil, parece uma virada na série tal como foi o 4, mas ainda joguei pouco para afirmar se faz sentido terem mantido o nome, por enquanto tudo o que sei é que os efeitos sonoros dos menus ainda são os mesmos.

Uma pena que estas tecnologias sejam ainda tão pouco acessíveis, creio que isso iniba um pouco o desenvolvimento para elas, não cheguei a jogar RE7 sem o PlayStation VR, mas com certeza não chega nem perto de ser a mesma experiência. Caso ainda não tenha experimentado, agarre a oportunidade que surgir de utilizar um óculos de realidade virtual ou aumentada como o Hololens, vale muito a pena.